Afinal, como comprovar renda no financiamento de imóvel?

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Hoje em dia, existem muitos regimes de trabalho. Os empregos formais, com registro em carteira, por exemplo, estão perdendo espaço para as atividades autônomas. Mas e na hora de comprar um imóvel, dá para comprovar renda no financiamento sem holerite ou contracheque?

A resposta é sim! Neste texto, vamos explicar como cada configuração nas relações de trabalho traz diferentes possibilidades de comprovação de renda. Acompanhe e confira os documentos indicados em cada caso!

Assalariados

Quem tem vínculo empregatício com carteira assinada normalmente recebe o mesmo salário todo mês. Além disso, a empresa contratante precisa emitir um recibo desse pagamento. Dessa forma, quem tem registro nos moldes da CLT pode optar pela lista de documentos abaixo.

Holerite ou Contracheque

O Holerite, também conhecido como Contracheque, é o documento que comprova o acerto do salário do funcionário. Emitido pela empresa, ele contém os dados do colaborador, o ordenado bruto e a descrição das deduções. A maioria dos bancos pede os holerites de três a seis meses anteriores à entrada no financiamento.

Carteira de trabalho

Algumas instituições bancárias também aceitam a carteira de trabalho como comprovante de renda. Nela, constam os dados do empregador, o salário registrado e as eventuais alterações nesse valor. Por isso, o documento consegue mostrar qual a média bruta de recebimento do assalariado.

Extrato Previdenciário (CNIS)

Embora não seja comum, algumas instituições podem aceitar o Extrato Previdenciário (CNIS), que hoje em dia é emitido diretamente no site do INSS. Esse documento registra todo o histórico das relações previdenciárias do contribuinte, com a remuneração recebida mês a mês em todos os locais em que a pessoa já foi empregada.

Declaração de Imposto de Renda (IRPF)

Para pessoas físicas de modo geral — tanto assalariados como autônomos e profissionais liberais —, a Declaração de Imposto de Renda é uma excelente forma de comprovar renda no financiamento. Ela é feita obrigatoriamente por quem tem rendimentos anuais acima de R$ 28.559,70 e é um documento bastante seguro.

Autônomos e trabalhadores informais

Para quem não tem registro em carteira e trabalha por conta própria informalmente, também não é impossível comprovar renda no financiamento imobiliário. Nesses casos, uma dica é, além de elencar os documentos abaixo, ter atenção no score bancário para aumentar as chances de crédito.

Declaração de Renda Informal

Alguns bancos aceitam que o interessado no financiamento preencha uma Declaração de Renda Informal, acompanhada de extratos bancários da conta vinculada do FGTS. Se os recebimentos não forem sempre os mesmos, o ideal é declarar a média da receita dos últimos três a seis meses, de acordo com a solicitação do financiador.

No entanto, existem alternativas mais seguras para o banco — como a IRPF — que são preferidas. Por isso, a Declaração de Renda Informal não costuma ser aceita se o valor registrado for superior ao limite para declaração de imposto de renda (atualmente, algo em torno de R$ 2.379,00/mês).

Contrato de prestação de serviços

Para quem é prestador de serviços, também é possível apresentar o contrato das atividades. No caso de profissionais horistas, também vale a pena pedir que o contratante emita algum documento relacionando as horas trabalhadas e, ainda, que o contrato acompanhe os extratos bancários.

Recibo de Pagamento do Autônomo (RPA)

No mesmo sentido do contrato de prestação de serviços, profissionais autônomos podem emitir o Recibo de Pagamento do Autônomo (RPA). Esse documento serve para pessoas físicas que realizam atividades remuneradas sem vínculo empregatício, com a descrição do valor cobrado por serviço prestado.

Profissionais liberais

Os profissionais liberais são aqueles que não têm registro em carteira, mas prestam serviços em nível técnico ou especializado e têm registro em alguma ordem ou conselho — como advogados, dentistas, corretores e psicólogos.

Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore)

Um dos meios mais efetivos de um profissional liberal comprovar renda no financiamento imobiliário é emitir a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore). O documento é obrigatoriamente emitido por um contador e fiscalizado pelo Conselho Regional de Contabilidade.

Empresários

Se você tem uma empresa ou é sócio de uma, também fica fácil declarar comprovar renda no financiamento. Veja!

Notas fiscais

No caso de pessoas jurídicas que prestam serviços, apresentar as notas fiscais é mais efetivo do que os extratos bancários, devido à maior segurança do documento. Essa é uma boa alternativa para profissionais freelancers que saíram da informalidade por meio da abertura de um CNPJ.

Declaração Anual de Simples Nacional (DASN)

Quem é Microempreendedor Individual (MEI) precisa emitir a Declaração Anual de Simples Nacional (DASN), com os dados do faturamento de todos os meses do ano. Desse modo, o documento é uma forma segura e efetiva de comprovar renda no financiamento imobiliário.

O único problema é que a DASN é gerada por período de janeiro a dezembro. Por isso, se o interessado der entrada no financiamento em abril, por exemplo, não conseguirá comprovar a renda dos últimos três meses. Nesse caso, vale a pena optar pelas notas fiscais ou pela Decore.

Pró-labore

O pró-labore corresponde ao rendimento de um sócio de empresa. Como o empresário não recebe holerite, mesmo com o vínculo empregatício, ele precisa de uma declaração de pró-labore — preenchida por um contador — para comprovar seus recebimentos.

Trabalhadores rurais

Os trabalhadores do campo, pescadores artesanais e produtores rurais sem registro também conseguem comprovar a renda com a IRPF, contratos de prestação de serviços ou a Decore.

Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais ou as cooperativas às quais o trabalhador é afiliado podem emitir uma declaração com o piso salarial da atividade exercida. No entanto, ela sozinha não comprova o recebimento mensal, por isso, precisa ser complementada com extratos bancários ou outros documentos.

Aposentados e pensionistas

Aposentados e pensionistas também conseguem financiar um imóvel. Como não são assalariados nem prestam serviços, o ideal é que a comprovação de renda seja feita com o extrato de pagamento do benefício, emitido pelo órgão previdenciário.

Como você viu, hoje em dia é fácil comprovar renda no financiamento. O mercado imobiliário está atento às novas configurações das relações de trabalho, por isso, vários tipos de documentos são aceitos. O objetivo é que, desde um assalariado CLT até um trabalhador rural, todos possam conquistar um imóvel próprio.

Agora que você sabe como comprovar, veja também qual é a renda mínima para o financiamento pela Caixa!

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