Aluguel por temporada ou aluguel a longo prazo: qual vale mais a pena?

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Se você já tem um imóvel próprio e está pensando em adquirir um segundo para locação, encontrará duas possibilidades: aluguel por temporada ou de longo prazo. Basicamente, a primeira se refere a casas de veraneio, enquanto a segunda trata da locação para fins residenciais ou comerciais.

Cada uma tem suas vantagens e desvantagens, então, o locador pode ter dificuldade em decidir qual dessas opções é a mais interessante para aplicar o seu dinheiro. Neste texto, vamos comparar as duas modalidades de aluguel. Acompanhe!

Entenda as duas modalidades de aluguel

O aluguel de longo prazo é a modalidade mais comum de locação. Trata-se de ceder a sua propriedade para ocupação de outra pessoa — o locatário — em troca de um pagamento fixo mensal. Normalmente, os contratos chegam a até 36 meses e, nesse meio tempo, o locador só assume despesas extraordinárias.

Já o aluguel por temporada costuma ser cobrado em diárias ou em pacotes semanais. É muito comum no litoral, principalmente na época de verão. Também é frequente encontrar imóveis com áreas de lazer, como piscina e churrasqueira, sendo alugados nessa modalidade.

Saiba o que levar em conta na decisão

Existem muitos critérios a serem levados em conta antes desse investimento. Os principais estão listados abaixo.

Taxa de ocupação

A taxa de ocupação se refere ao percentual de demanda. Por exemplo, a procura por lugares para morar em São Paulo é imensa. Por isso, podemos dizer que um imóvel para aluguel fixo na capital dificilmente ficaria vazio — a taxa de ocupação é alta.

Já um imóvel na praia que fica alugado 3 semanas em um mês tem uma taxa de ocupação de 75%. Nesse ponto, o que mais conta é a localização, mas a precificação, o estado do imóvel e as estratégias de divulgação também contribuem para o aumento ou a queda dessa taxa.

Lucratividade

A taxa de ocupação e o valor diário de locação influenciam a lucratividade. Em imóveis de veraneio, o dia de aluguel costuma valer bem mais do que no imóvel fixo, mas a taxa de ocupação é capaz de alterar bastante o lucro no fim do mês.

Se há um financiamento imobiliário ocorrendo, isso também precisa ser considerado, já que é uma despesa que precisa ser coberta com o rendimento do aluguel.

Despesas

Quando o imóvel é alugado para um inquilino fixo, principalmente com o auxílio de uma imobiliária, os custos para o proprietário resumem-se a casos extraordinários, como reformas emergenciais. Afinal, o inquilino é que se responsabiliza pela taxa de condomínio, o IPTU e a manutenção cotidiana.

Já no aluguel por temporada, todos os tributos do imóvel são de responsabilidade do proprietário. Além disso, o locador precisa estabelecer regras claras para otimizar a conservação do imóvel durante a estadia dos locatários.

Praticidade

Por fim, a praticidade também pode entrar em jogo. Como os contratos de aluguel fixo são longos, o proprietário tem uma fonte de renda passiva com a qual raramente precisa se preocupar. Com o aluguel por temporada, o esforço com divulgação, o contato com interessados e as vistorias após a desocupação ocorrem frequentemente.

Compare as vantagens e desvantagens de cada modalidade

Diante dessas informações, você viu que as duas modalidades têm suas vantagens e desvantagens e, ainda, que a localização do imóvel influencia bastante no sucesso da locação. Enquanto o aluguel por temporada pode ser mais lucrativo em alguns períodos do ano, principalmente no verão, o fixo representa uma opção mais prática e estável.

Assim, essa segunda possibilidade vai ao encontro de um perfil de investidor mais cauteloso. Por fim, o aluguel por temporada exige um a participação mais ativa — em termos de manutenção, pagamento de despesas e atração de locatários —, ao passo que contratos longos costumam exigir a atuação do proprietário com menos frequência.

De modo geral, tanto o aluguel por temporada quanto o de contrato fixo são boas opções para quem vai investir em um imóvel. No entanto, os critérios que colocamos aqui são decisivos nessa escolha. O ideal é avaliá-los bem antes do decidir seu investimento.

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